Tratamentos Realizados

Infecções espinhais

As infecções da coluna vertebral podem ser causadas por bactérias ou fungos e são classificadas pelo local envolvido:

  • Corpos vertebrais: Osteomielite
  • Espaços intervertebrais: Discite
  • Canal espinhal: Abscesso medular
  • Existem vários fatores de risco para o desenvolvimento destas infecções:
  • Pós-operatório de cirurgia de coluna
  • Idade avançada
  • Uso de drogas endovenosas
  • Síndrome de imunodeficiência humana (AIDS)
  • Uso crônico de corticosteroides
  • Diabetes mellitus
  • Transplante de órgãos
  • Desnutrição
  • Câncer
  • Procedimentos urológicos

A bactéria mais frequentemente causadora de infecções na coluna vertebral é o Staphylococcus aureus, seguido pela Escherichia coli.

Em crianças existe um tipo de discite onde não se consegue identificar bactérias nas culturas, o que faz pensar que sejam processos inflamatórios desenvolvidos na placa epifisária (de crescimento) como resultado de lesões provocadas por flexão intensa.

Os sintomas dependem do tipo de infecção (osteomielite, discite ou abscesso) e do local, mas em geral inclui:

  • Dor severa nas costas (local oui difusa)
  • Drenagem de pus pela ferida operatória
  • Rubor (vermelhidão), inchaço e amolecimento à palpação, no local
  • Febre
  • Calafrios
  • Perda de peso
  • Espasmos musculares
  • Retenção urinária
  • Déficit neurológico (perda de força, alteração de sensibilidade).

O diagnóstico é difícil na fase aguda e costuma ser feito tardiamente, após sérias alterações já terem ocorrido. Em geral demora de um a seis meses para se ter um esclarecimento diagnóstico nestes casos.

Exames laboratoriais são úteis, permitem no acompanhamento avaliar a resposta ao tratamento, mas são inespecíficos:

  • Velocidade de hemossedimentação (VHS)
  • Proteína C reativa (PCR)
  • Exames de imagem como RX, Tomografia e Ressonância são indicados para mostrar com exatidão o local e extensão do acometimento. Destes a ressonância magnética é a mais sensível e específica.

O tratamento em geral envolve o uso de antibióticos endovenosos ou terapia antifúngica, com períodos longos de hospitalização. O tratamento antibiótico necessita, em geral, ser estendido por período de 6 a 8 semanas. O tipo de antibiótico deve ser definido pela identificação do germe em cultura, o que geralmente é conseguido por punção biópsia.

Tratamento cirúrgico pode ser indicado quando existe:

  • Significativo envolvimento ósseo promovendo instabilidade da coluna
  • Déficit neurológico
  • Sepses com toxicidade clinica causada por abscesso que não está respondendo a antibióticos
  • Falência na tentativa de tratamento medicamentoso
  • Quando indicado, a cirurgia deve:
  • Promover debridamento amplo (limpeza e remoção) do tecido infectado
  • Permitir que o tecido infectado receba adequado fluxo sanguíneo
  • Manter ou restaurar a estabilidade da coluna
  • Limitar ou recuperar o déficit neurológico


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